Sistema de Dados

Perdeu sua senha?

Repositório de Dados

Perdeu sua senha?

SEMANA DO VIVER ETERNO

“A noite sombria da morte sucede a madrugada clarificadora da vida espiritual.”
Joanna de Ângelis

Amigos do Grupo

Nesta semana é comemorado o dia dos “mortos”.
E cabe a cada um de nós lembrarmos com carinho e respeito daqueles que já partiram para o mais além.
Porém, sabemos que não morremos, e que mesmo estando em outro plano, onde nossos sentidos muitas vezes não conseguem captar, eles continuam vivos, ativos e muitas vezes muito próximos de nós.
E Meimei, em poesia nos ensina que: entre aqueles que se amam, a morte aparece em vão, pode plantar a saudade, mas nunca a separação.

Texto do Evangelho para a semana: Capítulo XXIII – itens 7 e 8 – DEIXAI AOS MORTOS O CUIDADO DE ENTERRAR SEUS MORTOS.

Partida e Chegada

Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.
O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o céu se encontram.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: “já se foi”. Terá sumido? Evaporado? Não, certamente. Apenas o perdemos de vista. O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós. Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas. O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver.
Mas ele continua o mesmo. E talvez, no exato instante em que alguém diz: “já se foi”, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: “lá vem o veleiro”!!!
Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro, e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: “já se foi”.
Terá sumido? Evaporado? Não, certamente.
Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo.
Sua capacidade mental não se perdeu.
Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.
Conserva o mesmo afeto que nutria por nós.
Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado. E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: “já se foi”, no mais além, outro alguém dirá feliz: “já está chegando”. Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.
Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas.
De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajantes da imortalidade que somos todos nós.

Livro: Quem tem medo da morte.
De: Richard Simonetti