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SEMANA DO TRABALHO FRATERNO

“A fraternidade é um sol composto de raios divinos,
emitidos por nossa capacidade de amar e servir.”

Amigos do Grupo

Muitas pessoas perdem seu precioso tempo queixando-se, não compreendendo as oportunidades que Deus nos dá.
Devemos agir para o bem, enquanto dispomos de tempo.
Quem trabalha fraternalmente para o próximo, encontra a fórmula do ajuste. Só assim nos livraremos da influência do mal.
O serviço de Jesus é infinito e Ele está a nossa espera para colaboramos com a Grande Obra.
Não pensemos mais em adiar aquilo que compete a nós e somente a nós.
“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura a fé pode salvá-lo? (Tiago, 2:14).

Texto do Evangelho: cap. XIII – item 10

O HOMEM BOM

Conta-se que Jesus, após narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:
– Mestre, que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:
– Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito (correto) e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.
Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.
Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba (experimenta) o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.
Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.
Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.
Imagina-te sem pão no lar, arrostando (encarando) amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.
Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te acalmarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, atentando-te o recomeço.
Imagina-te fatigado e intemperante (descomedido) e observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:
– Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?
– Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo – explicou o interlocutor.
– Então – repetiu Jesus com bondade -, segue adiante e faze também o mesmo.

Do livro: Religião dos Espíritos
Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia de: Francisco Cândido Xavier