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SEMANA DO PERDÃO

“Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celestial vos perdoará.” – Jesus. MATEUS, 6:14.“

Amigos

Quando dizemos que perdoamos e a ofensa não sai da nossa casa mental, e a lembrança do ofensor acende a mágoa em nosso coração, e por mais que resistamos, à vontade de ver nosso ofensor sofrer prevalece, apenas nos enganamos.
O verdadeiro perdão liberta; alivia; acalma; reestabelece a saúde psicológica, restabelece a saúde física. Aquele que aprendeu a perdoar entendeu que a condição do ofensor ainda não está equilibrada suficientemente na seara do bem, e que da mesma forma como já aconteceu com ele, em muitas ocasiões, também, necessita ser perdoado.
“Jesus já sabia dos inúmeros problemas que os ressentimentos produziam na alma humana e que somente o perdão seria capaz de liberar o indivíduo da escravidão de suas mágoas ou de seus remorsos.”
“O mestre tocou em pontos fundamentais dessa virtude a ser desenvolvida e apontou os caminhos necessários para a mudança de paradigmas, para a modificação de conceitos e comportamentos que dessem ao ser humano melhores condições de serem felizes.”
Pensemos! Quando perdoamos de verdade o primeiro beneficiado somos nós. Quem já exerceu o verdadeiro perdão, também já sentiu os benefícios das luzes divinas jorrar sobre vossa alma.

Texto do Evangelho para a Semana:
Capitulo X – Item 14 – Perdão das ofensas

Desculpa sempre

Por mais graves te pareçam as faltas do próximo, não te detenhas na reprovação.
Condenar é cristalizar as trevas, opondo barreiras ao serviço da luz. Procura nas vítimas da maldade algum bem com que possas soerguê-las, assim como a vida opera o milagre do reverdecimento nas árvores aparentemente mortas.
Antes de tudo, lembra quão difícil é julgar as decisões de criaturas em experiências que divergem da nossa! Como refletir, apropriando-nos da consciência alheia, e como sentir a realidade, usando um coração que não nos pertence?
Se o mundo, hoje, grita alarmado, em derredor de teus passos, faze
silêncio e espera… A observação justa é impraticável quando a neblina nos cerca. Amanhã, quando o equilíbrio for restaurado, conseguirás suficiente
clareza para que a sombra te não altere o entendimento.
Além disso, nos problemas de crítica, não te suponhas isento dela.
Através da nociva complacência para contigo mesmo, não percebes quantas vezes te mostras menos simpático aos semelhantes!
Se há quem nos ame as qualidades louváveis, há quem nos destaque as cicatrizes e os defeitos. Se há quem ajude; exaltando-nos o porvir luminoso, há quem nos perturbe, constrangendo-nos à revisão do passado escuro.
Usa, pois, a bondade, e desculpa incessantemente.
Ensina-nos a Boa Nova que o Amor cobre a multidão dos pecados. Quem perdoa, esquecendo o mal e avivando o bem, recebe do Pai Celestial, na simpatia e na cooperação do próximo, o alvará da libertação de si mesmo habilitando-se a sublimes renovações.

Do livro: Fonte Viva
Psicografia de: Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito: Emmanuel