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SEMANA DO COMBATE AO PRECONCEITO

SEMANA DO COMBATE AO PRECONCEITO

Porque vês o argueiro no olho de teu irmão, sem notar a trave que está no teu próprio?”
(Mateus, 7:3)

“O preconceito ainda é um sentimento muito presente em nossa sociedade, que se manifesta de várias formas em relação a algo que se julga ser diferente ou foge aos padrões. Em geral atitudes de intolerância e discriminação estão associadas ao preconceito, seja sua origem, racial, sexual, social ou religiosa. Muitas vezes, essa incompreensão pode se tornar ainda maior, se manifestando em forma de raiva e hostilidade.”
Esta semana estamos sendo convidados a refletir um pouco à cerca do preconceito, e o que vem a ser preconceito?
No dicionário Aurélio encontramos: conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos. Ideia preconcebida, julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste. Superstição, crendice; prejuízo. Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.
Quantas vezes nos deparamos fazendo julgamentos precipitados ou emitindo opiniões sem maior analise dos fatos, até mesmo condenando irmãos, que lutam, assim como nós, no palco da vida por respeito e dignidade?
Façamos uma reflexão: Se cremos que Deus é bom e justo, se o reconhecemos como inteligência suprema do Universo, seria coerente achar que algo em sua criação está errado ou fora de propósito, só porque não está em acordo com o que penso?
Jesus disse que “Os mansos e pacíficos herdarão a Terra, estamos nos preparando para a Terra Regenerada e não podemos nos iludir achando que a herdaremos se não nos tornamos coerentes com essa regeneração.
Tudo no Universo é harmonia e equilíbrio, precisamos despertar nossas consciências para nos harmonizarmos com esse equilíbrio, só assim estaremos inseridos no ciclo virtuoso das Leis Divinas que regem a tudo e a todos.

Texto do Evangelho para a semana:
Capitulo: – XI – “ O Maior Mandamento” – Item – 04

Preconceitos

Era uma tarde de domingo e o parque estava repleto de pessoas que aproveitavam o dia ensolarado para passear e levar seus filhos para brincar.
O vendedor de balões havia chegado cedo, aproveitando a clientela infantil para oferecer seu produto e defender o pão de cada dia.
Como bom comerciante, chamava atenção da garotada soltando balões para que se elevassem no ar, anunciando que o produto estava à venda.
Não muito longe do carrinho, um garoto negro observava com atenção. Acompanhou um balão vermelho soltar-se das mãos do vendedor e elevar-se lentamente pelos ares.
Alguns minutos depois, um azul, logo mais um amarelo, e finalmente um balão de cor branca.
Intrigado, o menino notou que havia um balão de cor preta que o vendedor não soltava. Aproximou-se meio sem jeito e perguntou: “moço, se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?”
O vendedor sorriu, como quem compreendia a preocupação do garoto, arrebentou a linha que prendia o balão preto e, enquanto ele se elevava no ar, disse-lhe:
“Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.”
O menino deu um sorriso de satisfação, agradeceu ao vendedor e saiu saltitando, para confundir-se com a garotada que coloria o parque naquela tarde ensolarada.
O preconceito é uma praga que se alastra nas sociedades e vai deixando um rastro de prejuízos, tanto físicos como morais.
O preconceito de raça tem feito suas vítimas, ao longo da história da humanidade.
Mas não é somente o preconceito racial que tem sido causa de infelicidade. Esse malfeitor também aparece disfarçado sob outras formas para ferir e infelicitar.
Por vezes, surge como defensor da religião, espalhando a discórdia e a maldade, o sectarismo e os ódios sem precedentes.
Outras vezes apresenta-se em nome da preservação da raça, gerando abismos intransponíveis entre os filhos de Deus.
Também costuma travestir-se de muro entre as classes sociais, fortalecendo o egoísmo, o orgulho, a inveja e o despeito.
Podemos percebê-lo, ainda, agindo como barreira entre a inteligência e a ignorância, disfarçado de sabedoria, impedindo que o mais esclarecido estenda a mão ao menos instruído.
O preconceito também costuma aparecer travestido de patriotismo, criando a falsa expectativa de supremacia nas mentes contaminadas pela soberba.
Ele também pode ser percebido com aparência de idealismo político, explorando mentes juvenis inexperientes e sonhadoras, que são usadas como massa de manobra.
Como se pode perceber, o preconceito é um inimigo público que deveria ser combatido como se combate uma epidemia.
Essa chaga social tem emperrado as rodas do progresso e da paz.
Por essa razão, vale empreender esforços para detectar sua ação, sob disfarces variados, e impedir sua investida infeliz.
Começando por nós mesmos, vamos fazer uma auto-análise para verificar se o preconceito não está instalado em nosso modo de ver, de sentir, comandando nossas atitudes diárias.
Depois, extirpar de vez por todas esse mal que teima em nos impedir de viver a solidariedade e a fraternidade sem limites, como propôs o Mestre de Nazaré.

A fraternidade é a chave que rompe as amarras que nos retém nas baixadas, quais balões cativos, e nos permite ganhar as alturas, elevando-nos acima das misérias humanas.
Para isso, lembremo-nos do vendedor de balões e ouçamos a sábia advertência da nossa própria consciência:

“Não é a cor, nem a raça, nem a posição social, nem a religião, nem as aparências externas, filho, é o que está dentro de você que o faz subir.”

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no conto “o vendedor de balões”, do livro as 100 mais belas parábolas de todos os tempos