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SEMANA DO COMBATE AO ORGULHO

“O orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios.”
Santo Agostinho

Amigos

No livro Educação dos Sentimentos, escrito por Jason de Camargo vamos encontrar um trecho muito interessante sobre o orgulho:

“(…) No desenvolvimento espiritual do ser humano o orgulho aparece ainda como um sentimento inferior a necessitar de burilamento. A transformação do orgulho em humildade é uma questão de tempo, de autoconhecimento e de prática incessante de flexibilidade mental na direção da humildade. No geral as pessoas orgulhosas não se dão conta desse sentimento negativo que infesta sua alma e não lhes permitem ver as coisas sob ângulos mais flexíveis e saudáveis. Allan Kardec disse que o orgulho é a catarata que lhes tolda a visão”. Essa rigidez psíquica do orgulho é um óbice (obstáculo) à conquista de novos valores, porque ele se coloca acima de tudo e acha sempre que está com a razão. (…)”

Em todo momento e lugares surgem oportunidades que nos impulsionam a tomarmos atitudes, se a escolha será a correta ou não, cabe a cada um essa decisão.
Estejamos sempre vigilantes para não perdermos cada uma dessas oportunidades que nos são dadas.
Que tenhamos boa vontade e forças para irmos em busca de mais essa grande conquista que, com certeza, no futuro nos trará grandes e felizes colheitas ao longo de nossas existências.

Texto do Evangelho para a semana: Capítulo VII – itens 3 e 6 – “Todo aquele que se elevar será rebaixado”

A CORTINA DO “EU”

“Porque todos buscam o que é seu e não o que é do Cristo Jesus.”
Paulo. (Filipenses, 2:21)

Em verdade, estudamos com o Cristo a ciência divina de ligação com o Pai, mas ainda nos achamos muito distantes da genuína comunhão com os interesses divinos.
Por trás da cortina do “eu”, conservamos lamentável cegueira diante da vida.
Examinemos imparcialmente as atitudes que nos são peculiares nos próprios serviços do bem, de que somos cooperadores iniciantes, e observaremos que, mesmo aí, em assuntos da virtude, a nossa percentagem de capricho individual é invariavelmente enorme.
A antiga lenda de Narciso permanece viva, em nossos mínimos gestos, em maior ou menor porção.
Em tudo e em toda parte, apaixonamo-nos pela nossa própria imagem.
Nos seres mais queridos, habitualmente amamos a nós mesmos, porque, se demonstram pontos de vista diferentes dos nossos, ainda mesmo quando superiores aos princípios que esposamos, instintivamente enfraquecemos a afeição que lhes consagrávamos.
Nas obras do bem a que nos devotamos, estimamos, acima de tudo, os métodos e processos que se exteriorizam do nosso modo de ser e de entender, porquanto, se o serviço evolui ou se aperfeiçoa, refletindo o pensamento de outras personalidades acima da nossa, operamos, quase sem perceber, a diminuição do nosso interesse para com os trabalhos iniciados.
Aceitamos a colaboração alheia, mas sentimos dificuldade para oferecer o concurso que nos compete.
Se nos achamos em posição superior, doamos com alegria uma fortuna ao irmão necessitado que segue conosco em condição de subalternidade, a fim de contemplarmos com volúpia as nossas qualidades nobres no reconhecimento de longo curso a que se sente constrangido, mas raramente concedemos um sorriso de boa-vontade ao companheiro mais abastado ou mais forte, posto pelos Desígnios Divinos à nossa frente.
Em todos os passos da luta humana, encontramos a virtude rodeada de vícios e o conhecimento dignificante quase sufocado pelos espinhos da ignorância, porque, infelizmente, cada um de nós, de modo geral, vive à procura do “eu mesmo”.
Entretanto, graças à Bondade de Deus, o sofrimento e a morte nos surpreendem, na experiência do corpo e além dela, arrebatando-nos aos vastos continentes da meditação e da humildade, onde aprenderemos, pouco a pouco, a buscar o que pertence a Jesus-Cristo, em favor da nossa verdadeira felicidade, dentro da glória de viver.

Do Livro: Fonte Viva
Pelo espírito: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.