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SEMANA DE ENTENDER A MEDIUNIDADE

Semana de 17 a 23 de Fevereiro.

“E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.
Mateus, 3.17

AMIGOS
Mediunidade é a faculdade humana, natural, orgânica, pela qual se estabelecem as relações entre homens e Espíritos. Não se trata de alguém dotado de poderes milagrosos. Nem de alguém possuído pelo demônio! Tampouco alguém que sofra das faculdades mentais. Apenas tem a condição de permitir o intercâmbio entre os dois polos da vida: física e espiritual.

Na acepção mais ampla do termo, todos somos médiuns pois todos estamos sujeitos à influência dos Espíritos. Uns mais, outros menos. No entanto, há pessoas que apresentam esta faculdade em grau mais acentuado, nelas o fenômeno se faz mais patente, mais evidenciado. São aquelas pessoas que vêem os Espíritos, ouvem as suas vozes, dando-nos os seus recados e mensagens.

O surgimento da faculdade mediúnica não depende de lugar, idade, condição social ou sexo. Pode surgir na infância, adolescência ou juventude, na idade madura ou na velhice. Pode revelar-se no Centro Espírita, em casa, em templos de quaisquer denominações religiosas.

Seja como for, para todos os casos é imprescindível que a educação mediúnica se estabeleça nas bases do Evangelho de Jesus, contribuindo para a reforma íntima e o aperfeiçoamento moral do médium, preparando-o para auxiliar os necessitados e contribuir para o progresso da humanidade.

Texto do Evangelho para a semana: Capitulo XVIII -Item 12

MEDIUNIDADE

Mediunidade sem exercício no bem, é semelhante ao título profissional sem a função que lhe corresponde.
A medicina é venerável em suas finalidades, mas se o médico abomina os doentes, não lhe vale o ingresso no apostolado da cura.

A lavoura é o serviço que assegura à comunidade o pão de cada dia, contudo, se o homem do campo odeia o arado, preferindo acomodar-se com a inércia, debalde a gleba em suas mãos recolherá o apoio do sol e a bênção da chuva.

Mediunidade não é pretexto para situar-se a criatura no fenômeno exterior ou no êxtase inútil, à maneira da criança atordoada no deslumbramento da festa vulgar. É, acima de tudo, caminho de árduo trabalho em que o Espírito, chamado a servi-la, precisa consagrar o melhor das próprias forças para colaborar no desenvolvimento do
bem.

O médium, por isso, será vigilante cultor do progresso, assistindo-lhe a obrigação de aprimorar-se incessantemente para refletir com mais segurança a palavra ou o alvitre, o pensamento ou a sugestão da Vida Maior.

Nesse sentido, sabendo que a experiência humana é vasta colmeia de luta na qual enxameiam desencarnados de toda sorte, urge saiba ajustar-se à companhia de ordem superior, buscando no convívio de Espíritos Benevolentes e Sábios o clima ideal para a missão que lhe compete cumprir, significando isso disciplina constante no estudo
nobre e ação incansável na beneficência em favor dos outros.

Essa é a única senda de acesso à vida mais alta, através da qual, auxiliando sem a preocupação de ser auxiliado, servindo sem exigência e distribuindo, sem retribuição, os talentos que recebe, poderá o medianeiro honrar efetivamente a mediunidade, por ela espalhando os frutos de Paz e Amor que lhe repontam da vida, em marcha gradativa para a Grande Luz.

Do Livro: Mediunidade e Sintonia
Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia de: Francisco Cândido Xavier