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SEMANA DA VALORIZAÇÃO DO TEMPO

Colaboração de um grupo de trabalho da casa

“A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido ”.
Chico Xavier

Amigos do Grupo

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações… Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Da obra: Caminho, Verdade e Vida – Psicografia de Francisco Cândido Xavier – Ditado pelo Espírito Emmanuel

Texto do Evangelho para a semana:
Capitulo: XVII – Item 7 – O dever

PROCURANDO TEMPO

Desde moço, o sujeito manifestava uma vontade muito grande de servir e se envolver em trabalhos beneficentes. Porém, quando convidado para assumir um trabalho da espécie, recusava as propostas que surgiam, alegando sempre a mesma coisa.
– Estou procurando tempo!
Vez que outra sentia, dentro de si, aquele desejo de servir, de procurar um albergue, um grupo filantrópico ou qualquer agremiação onde pudesse fazer alguma coisa em favor de outrem, sem buscar recompensa material. Fazia planos e mais planos para, ao final, constatar uma só coisa: não tinha tempo!
Os anos foram se passando e ele nutrindo o mesmo ideal. Em muitas noites, acordava, após confortável e prazeroso sono, com a lembrança de uma coisa boa ocorrida durante o repouso, que lhe trazia a lembrança o desejo de assumir um compromisso efetivo de ajuda ao próximo. Revia mentalmente as suas obrigações profissionais e domésticas, seus necessários momentos de lazer e outras ocupações, e novamente concluía: ainda não tinha tempo!
Em duas oportunidades, aceitou assumir tarefas, após convites que lhes foram feitos por amigos que conheciam seu ideal. Não além da cerimônia de posse. Quando interpelado, dizia:
– Estou sem tempo!
Assim viveu bons 56 anos: procurando tempo!
Certa manhã, acordou triste e pensativo. Sentia um vazio muito grande em sua alma, uma espécie de angústia e até de arrependimento por não ter ainda realizado aquele que era o maior sonho de sua vida: participar de um trabalho beneficente.
Naquele dia, um pensamento estranho tomou conta da sua mente, movido por uma intuição estranha, passou a imaginar o tempo da sua vida. Até ali havia vivido 56 anos, 10 meses e 2 dias, que representavam aproximadamente, 498.576 horas ou 29.914.560 minutos.
Não compreendia como, em meio àquela extraordinária quantidade de horas e minutos, não havia encontrado tempo para servir. Levantou-se decidido: iniciaria naquele dia a sua tarefa redentora.
Tomou banho, fez a sua refeição matinal, manteve contato telefônico com um amigo dirigente de uma instituição filantrópica oferecendo-se como voluntário. Vestiu-se como quem vai a uma festa e decidiu sair.
Mal atravessou a porta de saída de sua casa, sentiu uma forte dor no peito. Tomado pelo súbito mal-estar, sentiu-se sufocado, desmaiando. Atônito, perguntou para si mesmo:
– “O que é isso?”
Ainda agonizante e percebendo que estava vivendo seu último minuto de vida na carne, ouviu, nitidamente, uma voz, desconhecida e arrepiante, vinda do outro lado da vida, que lhe dizia zombeteiramente:
– Seu tempo… meu amigo… ah, ah, ah, ah, ah… acabou!

• Todos fomos chamados à vida por Deus. Cada um com uma missão a cumprir para construção de um mundo melhor.
• Não limite sua estadia no mundo aos afazeres domésticos ou aos cuidados com o próprio corpo. Experimente fazer algo, além do campo profissional, pessoal e doméstico.
• O mundo precisa de você. Seja mais um a se somar aos que ensinam a vencer o egocentrismo, ainda presente em milhares de irmãos.
• Na multidão que aí está há muita dor para consolar. Só fazendo amigos essa coisa vai mudar.
• Semeie a esperança. Ela é uma força que faz o infeliz ver e crer na felicidade pessoal.

Texto do Livro: Histórias que ninguém contou, Conselhos que ninguém deu

Autor: M. J. Brito

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