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SEMANA DA TOLERÂNCIA

Semana de 16 à 22 de julho.

“Perdão e tolerância são alavancas de sustentação da nossa paz íntima!
Emmanuel

AMIGOS

O que é Tolerância?
Tolerância é um termo que vem do latim tolerare que significa “suportar” ou “aceitar”.
A tolerância é o ato de agir com condescendência e aceitação perante algo que não se quer ou que não se pode impedir. Por outras palavras, a tolerância é a atitude que uma pessoa tem para com aquilo que é diferente dos seus valores. Quando pensamos em tolerância logo vem a ideia de tolerância racial, religiosa ou de gênero, mas vamos pensar em quanto a vida nos propõe o exercício da tolerância nas atividades mais comuns do dia-a-dia, como: tolerância com a roupa ou comida que não ficou a contento, com o colega de trabalho que não correspondeu às nossas expectativas, com o atendente que não nos atendeu da forma que gostaríamos, com o garçom que não nos deu atenção no momento em que pedimos, com o motorista que nos fechou no trânsito e tantas outras situações tão comuns que vivemos todos os dias.
A tolerância é uma atitude fundamental para quem vive em sociedade. Uma pessoa tolerante normalmente aceita opiniões ou comportamentos diferentes daqueles estabelecidos pelo seu meio social, ser tolerante é entender que cada um tem a sua própria identidade, o seu próprio caminho e maneira de pensar para achar uma solução.
A todo momento somos convidados ao exercício e a prática da tolerância.
O dia 16 de novembro foi instituído pela ONU como o Dia Internacional para a Tolerância, com o objetivo de se combater a intolerância e a não aceitação da diversidade cultural.
Reflitamos sobre isso e busquemos desenvolver, em nós, essa virtude tão importante para uma convivência de paz, equilíbrio e respeito.
Exercitemos a tolerância em nosso dia-a-dia, na família, no trabalho, no trânsito, nas filas, com isso estaremos cultivando a paz íntima e contribuindo para a paz do mundo em que vivemos.

Evangelho para a semana: Cap. XI “O MANDAMENTO MAIOR” – item 4

O VALOR TOLERÂNCIA*

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro. Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai.
Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geleia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que ele disse: “Adorei a torrada queimada…”
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse: “Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada… Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando. Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.
A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto estamos os dois presentes.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo”.

AUTOR DESCONHECIDO