Sistema de Dados

Perdeu sua senha?

Repositório de Dados

Perdeu sua senha?

SEMANA DA SOLIDARIEDADE

SEMANA DA SOLIDARIEDADE

“Solidariedade é dever elementar, indispensável à edificação da paz no Mundo e à preservação da paz na consciência…”
Richard Simonetti

Amigos do Grupo

O convite para a reflexão desta semana é sobre a prática da solidariedade. E o que significa ser solidário? “Solidário é aquele que partilha o sofrimento alheio, ou se propõe a atenuá-lo”- (Dic. Larousse).
Na questão 176 do Livro dos Espíritos, somos esclarecidos de que “todos os mundos são solidários”, com essa afirmativa, percebemos que a solidariedade é Universal e necessária para a manutenção da vida e do progresso.
Num mundo de tantas dores e necessidades, como o nosso, sempre há espaço para a prática da solidariedade.
A solidariedade material é justa e muitos necessitam dela, mas, maiores são os necessitados de compreensão e de equilíbrio emocional e moral.
No “Orar e Vigiar” ensinado por Jesus, podemos aplicar também, ao percebermos, no próximo, aquelas necessidades que só podem ser vistas pelos olhos do coração e que só a prática da solidariedade pode aliviar.
Aproveitemos o clima propício do Natal, para exercitarmos essa virtude tão grandiosa, lembrando sempre do Divino Mestre, que não tinha onde encostar a cabeça, mas foi o maior exemplo de solidariedade que o mundo conheceu.

Texto do Evangelho para a semana:
Cap. XIII – itens 18 – “Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita”

SOLIDADRIEDADE

Dois homens seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.
Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora, todas as tardes, para conseguir drenar o líquido de seus pulmões. Sua cama fica próxima a única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo.
Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seus envolvimentos com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se, ele passava todo tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela. O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro.
Ele dizia que da janela dava para ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris. Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade.
Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele fazia de modo primoroso e dedicado, com detalhes. O outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo. Dias e semanas passaram-se.
Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto.O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora. Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável o deixou sozinho no quarto.
Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava para ver um muro branco?
A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.

“Há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual.
Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas alegria quando compartilhada, significa o dobro da felicidade.”

Autor desconhecido