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SEMANA DA SIMPLICIDADE

Semana de 24 a 30 de junho.

“É na simplicidade da vida, na natureza que respiramos e no amor que damos que a felicidade se faz presente.”
Vera Jacubowski

AMIGOS

Quando ouvimos falar de simplicidade logo nos vêm à mente pessoas com poucas condições financeiras e educacionais, mas nem sempre os desprovidos de materialidade são simples.
Ser simples é característica da grandeza do coração, é encontrar alegria e entendimento da vida como ela se apresenta.
É ter simplicidade nos gestos e atitudes, no olhar e no abraço, é conseguir repassar seus conhecimentos, mas também tornar-se aprendiz, porque sabe que é capaz de cometer equívocos.
Jesus foi o maior exemplo de simplicidade, soube ensinar sem arrogância para não ofuscar a ignorância dos habitantes terrestres.
Kardec ensina que: “A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade…”
A simplicidade é uma virtude que pode ser conquistada, como toda virtude, mas demanda tempo, vontade, determinação, esforço, muita disciplina e depende só de nós.

Texto do Evangelho para a semana – Cap. VIII – itens 1, 2 e 3 – Deixai vir a mim as criancinhas.

VIVER COM SIMPLICIDADE

A simplicidade pode ser vivida tanto na dimensão externa como na interior. É mais fácil ser simples em relação aos hábitos exteriores do que internamente, pois a mente simples é conquista que requer grande purificação espiritual. Carregada de condicionamentos, preconceitos, medos, desejos e ambições, a mente é incapaz de viver em estado de simplicidade. Através da vivência dos ensinamentos espirituais, consegue-se liberá-la de tais conteúdos indesejáveis.
Para experimentarmos a simplicidade precisamos despertar e cultivar diversas virtudes, com as quais conseguiremos nos transformar para melhor. A vida simples revela, por si mesma, as virtudes que a propiciam.
A meditação e a prece muito favorecem a limpeza da mente, contribuindo para simplificá-la. Só uma mente purificada pode ser preenchida de sabedoria e amor.
A pessoa simples vive contente com o que tem. Não exige dos outros o que não podem dar; não cria expectativas que poderão não se cumprir; não nutre ambições que perturbam a paz; não alimenta discussões inúteis nem polêmicas desgastantes; não se inquieta pelo futuro nem se prende ao passado.
O caminho da simplicidade é fundamental para se despojar de tudo o que seja desnecessário, criando um espaço interior onde o essencial possa ser cultivado. Somente quando liberto do que ilude e escraviza o ser é que se pode avançar no caminho da plenitude espiritual.
O ser que vive na simplicidade é puro e se encanta com as pequenas coisas de cada dia, com a poesia da natureza, com um sorriso, um olhar amigo…
A pessoa simples é cordial, acessível e sincera, pois não perde tempo nem energia com discussões, melindres ou formalidades. Sabe utilizar-se do essencial e descartar o inútil. Dispensa elogios desnecessários e não dá ouvidos a críticas destrutivas.
Viver com simplicidade não só contribui para a preservação do planeta e dos recursos naturais, como é imprescindível para a sustentabilidade da vida humana na Terra. Também favorece uma melhor distribuição dos bens aos mais necessitados, contribuindo para uma sociedade mais equânime e fraterna. Para isso, o necessário exercício do desapego ajuda os seres a se libertarem do egoísmo e conquistarem maior consciência.
Para vivermos no mundo renovado e mais feliz, precisamos simplificar as relações humanas, as leis, os hábitos, a mente, o coração… Esvaziar-nos da pequenez dos interesses egoístas para sentirmos e expressarmos a plenitude divina.

Parte de texto extraído do site União Espírita de Piracicaba