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SEMANA DA SIMPLICIDADE

“Não existe grandeza onde não há simplicidade, bondade e verdade.”
Leon Tolstoi

AMIGOS

Vamos ler um texto de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, chamado: SIMPLICIDADE.
Era ele tão simples que nasceu sem a proteção das paredes domésticas.
Não encontrou senão alguns homens iletrados e rudes que lhe apoiaram o trabalho na construção da obra imensa.
Ensinava as revelações do Céu, nas praias e nos campos, quando não estivesse em casas e barcos emprestados.
Conversou com mulheres anônimas e algumas crianças esquecidas.
Todos os infelizes se lhe fizeram a grande família.
Valorizava a amizade, com tal devotamento, que chorou por um amigo morto.
Alimentou os que tinham fome.
Restaurou os doentes e defendeu todos aqueles que se vissem humilhados pela injustiça.
Aconselhou o respeito para com as autoridades do mundo e a obediência perante as leis de DEUS.
Pregou sempre o amor e a concórdia, a solidariedade e o perdão, a paciência e a alegria.
Mas, porque se abstivesse de partilhar o carro das vantagens terrestres, foi conduzido à cruz e a morte dele passou como sendo a de um malfeitor.
Entretanto, desde o extremo sacrifício, transformou-se no símbolo de paz e renovação para o mundo inteiro.
Esse herói da simplicidade tem o nome de Jesus Cristo. Seu poder cresce com os séculos e a sua mensagem, ainda hoje quanto sempre, é a esperança dos povos e a luz das nações.

SIGAMOS SEU EXEMPLO!!!

Texto do Evangelho – Capítulo VII – Item 2 (SÓ O ÚLTIMO PARAGRAFO)– Bem aventurados os pobres de espirito

CAPÍTULO 21 – SIMPLICIDADE, ADMIRÁVEL VIRTUDE

“Ele toma uma criança como tipo da simplicidade de coração e diz: “Será o maior no reino dos céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança, isto é, que nenhuma pretensão alimentar à superioridade ou à infalibilidade.” O E.S.E., cap. VII
Não foi sem razão que Jesus escolheu homens simples para a composição inicial de seu ministério de amor.
As pessoas dotadas de simplicidade são solidárias, prestativas, disponíveis, aptas a servir, porque nada exigem intimamente que lhes impeça a prontidão espiritual, a disposição de ser útil.
Parafraseando o dicionário humano, simplicidade é a qualidade do que é simples, do que não apresenta dificuldade nem obstáculo. Simplicidade, caráter próprio não modificado por elementos estranhos.
Essas conceituações nos auxiliam em nossas ponderações doutrinárias, porque a simplicidade é a ausência do ego sombrio – o orgulho. Ser simples é não ser composto da adição de algo que nos faz complexo, tal como a vaidade.
Simplicidade é um estado de consciência no qual a criatura em processo de amadurecimento integral não se deixa encantar com o supérfluo da vida, sabendo manter sintonia constante com o essencial na manutenção de sua paz interior.
A solidariedade é mais espontânea e abundante naqueles que se comportam de maneira simples, graças ao fato de serem dotados de leveza no ser, livres das tensões das normas excessivas, provocadas pelos complexos mecanismos do orgulho, que os obriga a se apresentarem ao mundo como uma cópia irreal de si próprios. […] […] Sendo assim, a simplicidade de comportamento no modo de ser tem lugar privilegiado na hora que passa.
A ausência da atitude de simplicidade tem tolhido os atos de fraternidade e solidariedade, destacadamente, entre quantos guardam maior responsabilidade na comunidade doutrinária, em razão da ampliada visão crítica que possuem na condução de grupos, levando-os a revanchismos ideológicos improdutivos na suposição de que seja essa a solução ideal para os conflitos, quando, em verdade, deveriam se fazer mensageiros solidários, estendendo propostas comprovadamente eficientes e de solidez ante os problemas que constatam.
Ser simples, porém, não deve ser confundido com ser iletrado, piegas, tolo, subserviente e relapso. A simplicidade é um estado íntimo de consciência do autovalor sem as ilusões fascinantes do orgulho, que projeta miragens de prepotência, megalomania e indisfarçável narcisismo.
Kardec, por exemplo, era um homem acadêmico extraordinariamente bem formado, um intelectual da era do positivismo em Paris, a capital da cultura humana à sua época; um escritor de pena rara, um educador que teve a chancela de um dos maiores nomes da arte de educar, que foi Pestalozzi. No entanto, o codificador era um coração simples, sem deixar de ser intelectualmente sóbrio. Era um homem espontâneo sem perder a vigilância. Isso porque a simplicidade não dispensa os cuidados com a atenção e a prevenção que devemos ter para com a nossa existência.
Jesus, o educador excelente, para ensinar sobre quem seria o maior no reino dos céus, tomou, interativamente, em meio a seus aprendizes, de uma criança, conferindo-lhes inesquecível lição sobre a simplicidade de coração, condição elementar para a maioridade espiritual. E João Batista, o fiel defensor da justiça, reconhecendo a grandeza do Mestre, declarou a sua conhecida e instrutiva frase “é necessário que eu diminua e que ele cresça”, entregando-nos uma das mais valorosas recomendações de segurança para a manutenção da simplicidade nas nossas ações, ante o serviço da causa de amor que assumimos em nossas vidas.

Ermance Dufaux