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SEMANA DA REFLEXÃO

“Não são as coisas e as pessoas ao nosso redor que devem mudar, mas nós mesmos, constantemente.”
Livro – Além do Horizonte

Amigos do grupo

Na questão 919 do Livro dos Espíritos, Santo Agostinho nos dá uma boa lição de como analisarmos nossas atitudes a cada noite, para sabermos se estamos agindo certo ou não, e realmente nos empenharmos em mudar aquelas que fogem dos ensinamentos do Cristo.
Não é tão difícil de saber, basta nos perguntarmos se gostaríamos de ser tratados como tratamos os nossos semelhantes. Assim como o mar devolve a cada manhã, tudo aquilo que lhe é depositado e não lhe pertence, a vida sempre nos devolve aquilo que damos a ela, se distribuímos gentilezas, sorrisos, boa-vontade, alegrias e outras virtudes, com certeza seremos sempre cercados por pessoas que nos retribuirão estes gestos.
Mas se passamos a vida magoando as pessoas, gritando, exigindo, oprimindo, fazendo os outros infelizes, temos que nos preparar, pois receberemos de volta aquilo que semeamos.
Vamos reflexionar nesta semana sobre o que temos dado à vida, e nos empenharmos em melhorar para receber também o melhor, pois como disse Jesus, você tem aquilo que dá.

Texto do Evangelho – Capitulo X item 18

QUE TIPO DE PESSOAS VIVEM AQUI?

Conta uma popular lenda do oriente, que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho senhor, perguntou-lhe:
— Que tipo de pessoas vivem neste lugar?
— Que tipo de pessoas viviam no lugar de onde você veio? perguntou por sua vez o ancião.
— Oh! Um grupo de egoístas e malvados, replicou o rapaz: — estou satisfeito de haver saído de lá.
A isso o velho respondeu: — a mesma coisa você haverá de encontrar aqui.
No mesmo dia, um outro jovem acercou-se do oásis para beber água, e vendo o ancião, perguntou-lhe:
— Que tipo de pessoas vivem aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
— de que tipo eram as pessoas do lugar de onde você veio?
O rapaz respondeu:
— Um magnífico grupo de pessoas amigas, honestas hospitaleiras; fiquei muito triste por ter de deixá-las.
— O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
— Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
Então o velho lhe responde:
— Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo, e o futuro de cada um de nós está escrito no passado; ou seja, cada um encontra na vida exatamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos.

Do Livro Além do Horizonte – compilado por Rosilaine Cardoso da Silva