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SEMANA DA PAZ

“Aconteça o que acontecer, guarda-te em paz, oferecendo aos outros o melhor de ti, a fim de que os outros te ofereçam o melhor de que disponham.”
Emmanuel

AMIGOS

Lembremo-nos dos ensinamentos de Jesus, quando nos disse: A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou, mas não vo-la dou como o mundo a dá.
Percebemos nessa passagem de Jesus algo fabuloso, porque ninguém pode dar do que é seu, espiritualmente, para o outro. Mas o Mestre exemplifica Sua Paz como modelo, como proposta, e que Ela difere da paz do mundo.
A paz do mundo é efêmera, pois se baseia nas coisas materiais, a do Cristo é permanente, tem como pano de fundo o Amor e a Caridade. A paz do mundo se desfaz nos momentos das aflições, a do Cristo se fortalece e cresce em Fé e Esperança. A paz do mundo é inerte, é a paz do nada fazer, a paz do Cristo é trabalho dignificante.
Há diferença entre pessoa pacífica e passiva. O pacífico não está protegendo a própria pele, está sempre propenso a trabalhar em prol do bem comum. O passivo pensa apenas em si, em não se incomodar, em não se dar mal.
Todos têm deveres, e nesta semana em que a mulher é homenageada, lembremos o quanto é importante as suas atitudes, enquanto mãe, esposa, filha, irmã e avó, na vida de cada um de nós. Sabemos que os bons exemplos devem iniciar no Lar e a mulher tem o papel fundamental na construção da Paz ensinada por Jesus.

Texto de Raul Teixeira, adaptado do Programa Vida e Valores.

Texto do evangelho para a semana: Cap. IX – item 7 – A Paciência

Atividades para a Paz

Nunca se ouviu falar tanto de paz na Terra, como nestes tempos que estamos vivendo. Para tudo e para qualquer coisa, fala-se da paz. Desde há muito se conhecia a pomba da paz. Há muito se fala da bandeira da paz, dos tratados de paz ou de armistício (trégua).
Mas, afinal de contas, o que vem a ser mesmo a paz? É muito difícil para quem não é pacífico saber o que venha ser a paz. Para muita gente, a paz é a postura das águas paradas; para outros, a paz é a inércia, é o não fazer nada, é o não ter que se incomodar, se importunar, que sair do seu lugar, não ter ninguém que o aborreça, que o importune, que o chateie. Parece que a paz se torna, para muita gente, uma virtude estanque, parada, ancilosada (imobilizada), quando, em realidade, a paz é exatamente o oposto.
Quando se fala em harmonia ou em paz estamos tratando de uma postura de vida porque a paz é uma virtude ativa e também proativa. A paz engendra outras tantas virtudes. A paz realiza muitíssimos trabalhos. Por causa disso, cada vez mais é preciso aprender a identificar que paz é essa a que estamos nos referindo. É a paz dos cadáveres? A preguiça rançosa dos cadáveres? Ou estamos falando em paz: atividade, atitude, consciência tranquila, disposição para o bem, para o trabalho, para a luta? Isso é paz.
Quando pensamos nos ases da paz que o mundo conheceu, à semelhança de Gandhi, o grande líder da paz indiana, vemos que a vida de Gandhi teve de tudo, menos inércia. Era um homem de atividade. Atividade social, na política, atividade religiosa. Era um homem de atividades em prol do bem geral. Era um homem de paz.
Lembramo-nos do Prêmio Nobel da Paz, que foi Madre Teresa de Calcutá. Naquela mulher pequena e magra havia tudo, menos inércia. Alfabetizou crianças, cuidou de leprosos, tuberculosos, de velhos abandonados jogados às lixeiras da Índia. Era uma mulher ativa, exuberantemente ativa e era da paz.
Verificamos que a paz carrega em seus ingredientes essa capacidade de sairmos do lugar, de nos movimentarmos; essa capacidade de agir, de fazer, de provocar mudanças positivas para a sociedade. É por causa disso que, todas as vezes que falarmos de paz, será necessário estabelecermos se estamos falando verdadeiramente de paz ou se nos referimos à inércia dos mortos, à inércia do pântano, à inércia da morte.
É a paz que carregamos por dentro de nós que gradativamente explode, vaza da nossa realidade e faz com que as pessoas em torno se banhem na nossa paz. Essa paz que extravasa de nós e contagia a sociedade em que vivemos e a sociedade em que vivemos apaziguada, com a nossa influência, com a nossa participação, espalhará a paz para o mundo e todos seremos, sem dúvida, muito mais felizes.

Parte do texto transcrito do Programa Vida e Valores, de número 155, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.