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Semana da Harmonia

“A harmonia que regula as forças do universo revela combinações e fins determinados, e por isso mesmo um poder inteligente”.
Livro dos Espíritos

AMIGOS DO GRUPO

Dentre os vários sinônimos da palavra harmonia escolhemos o equilíbrio por representar melhor os propósitos das nossas breves elucidações.

Cada um de nós é um universo particular cujo equilíbrio depende da condução que damos aos nossos pensamentos, as nossas emoções, as nossas palavras e ações, cujo reflexo observamos no campo psíquico e material.

A mente equilibrada repercute no organismo físico energias salutares que desencadeiam reações químicas que servem de verdadeiros eflúvios restauradores e mantenedores do perfeito funcionamento de todos os órgãos.

A repercussão do nosso equilíbrio ou desequilíbrio se estendem além de nós e afetam também, os companheiros que conosco compartilham o convívio, estabelecendo o ritmo salutar ou doentio das nossas relações familiares e sociais.

Sendo assim, e, considerando o estágio evolutivo em que cada um de nós nos encontramos, a observação de Jesus “Vigiai e Orai” é imprescindível bússola que nos aponta o caminho a seguir. Os seus ensinamentos constituem-se de verdadeiro farol a iluminar o nosso Espírito para a seara do bem, cuja harmonia interna começa com o exercício da benevolência para com todos, da indulgência para as imperfeições alheias e do perdão das ofensas.

Texto do evangelho para a semana:
Cap.: VI – Item 1 e 2 – O jugo leve

Tenhamos Paz

Se não é possível respirar num clima de paz perfeita, entre as criaturas, em face da ignorância e da belicosidade que predominam na estrada humana, é razoável procure o aprendiz a serenidade interior, diante dos conflitos que buscam envolve-lo a cada instante.

Cada mente encarnada constitui extenso núcleo de governo espiritual, subordinado agora a justas limitações, servindo por várias potências, traduzidas nos sentidos e percepções.

Quando todos os centros individuais de poder estiverem dominados em si mesmos, com ampla movimentação no rumo do legítimo bem, então a guerra será banida do Planeta.

Para isso, porém, é necessário que os irmãos em humanidade, mais velhos na experiência e no conhecimento, aprendam a ter paz consigo.
Educar a visão, a audição, o gosto e os ímpetos representa base primordial do pacifismo edificante.

Geralmente, ouvimos, vemos e sentimos, conforme nossas inclinações e não segundo a realidade essencial.

Registramos certas informações, longe da boa intenção em que foram inicialmente vazadas, e, sim, de acordo com as nossas perturbações internas.
Anotamos situações e paisagens com a luz ou com a treva que nos absorvem a inteligência. Sentimos com a reflexão ou com o caos que instalamos no próprio entendimento.

Eis por que, quanto nos seja possível, façamos serenidade em torno de nossos passos, ante os conflitos da esfera em que nos achamos.
Sem calma, é impossível observar e trabalhar para o bem.
Sem paz, dentro de nós, jamais alcançaremos os círculos da paz verdadeira.

Do Livro: Pão Nosso
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito Emmanuel

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