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SEMANA DA COMPAIXÃO

“O sentimento da compaixão é mesmo um transbordamento amoroso. Como as lágrimas, que rolam dos olhos por causa da emoção, ela transborda diretamente do coração, só que em direção ao mundo.” (Momento Espírita)

Amigos

O termo «compaixão» deriva de duas palavras latinas: «cum» e «patire». «Cum» significa «com» e «patire» designa «sofrer», daí que, pela etimologia da palavra, poderemos dizer que a compaixão é a capacidade que uma pessoa tem de sofrer com outra. Ter compaixão significa compartilhar o sofrimento dos outros, é não ser indiferente ao sofrimento deles.
A compaixão não deve ser confundida com pena (lamento) ou empatia (conhecimento da dor). Esses são sentimentos passivos que não nos levam ao envolvimento com o sofrimento dos outros. A pena e a empatia que sentimos pelos outros colocam-nos numa situação elevada em relação aos outros… olhamo-los de cima para baixo, e isso diferencia-nos e separa-nos deles, e não nos envolve no alívio do seu sofrimento.
A compaixão, pelo contrário, significa o desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outra pessoa, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão caracteriza-se, assim, pela ação através da qual a pessoa compassiva procura ajudar aqueles pelos quais se compadece.
Para ser autêntica, a compaixão deve basear-se no respeito pelos outros e na compreensão de que os outros, tal como nós, têm o direito de serem felizes e de acabarem com o sofrimento. A partir daí, porque tomamos consciência do seu sofrimento, desenvolvemos um verdadeiro sentimento de preocupação pelos outros. Assim, a verdadeira compaixão assenta no reconhecimento de que o direito dos outros à felicidade é idêntico ao nosso e que, por conseguinte, mesmo um inimigo é um ser humano que, tal como nós, aspira à felicidade e, tal como nós, tem o direito de ser feliz. Chamamos compaixão ao sentimento de envolvimento com o sofrimento dos outros com a intenção de o eliminar. A compaixão é a linguagem do coração.

Texto do Evangelho: Cap. XV item 2 O Bom Samaritano

Os valores da Compaixão

Você já se sentiu tocado, sensibilizado pelos problemas que alguém está sofrendo?
Já agiu tentando diminuir o sofrimento de uma pessoa, pelo simples fato de compreender o seu estado emocional, as suas dificuldades?
O sentimento que nos leva agir assim chama-se compaixão.
Nasce na intimidade da alma, acalenta o coração e confere docilidade a nossas emoções.
São aqueles momentos em que nos focamos unicamente em aliviar a dor e o sofrimento de alguém, sem nenhuma outra intenção ou propósito.
Nossa compaixão se manifesta quando buscamos ativamente algo empreender para que o próximo possa ter amenizadas suas dificuldades, para que o peso em seus ombros se torne mais leve. Tomados de compaixão, nos preocupamos apenas em aliviar as dores alheias.
A compaixão é o sentimento que extrapola os laços familiares, que nos permite olhar a Humanidade pela lente da fraternidade, sem reserva ou discriminação.
Apiedar-se de alguém é sensibilizar-se por ele. Mas é pela compaixão que o sentimento ganha força e irrompe do coração, solidarizando-se com as alheias problemáticas.
A compaixão surge a qualquer momento, em situação de dor que nos chama a atenção, necessitando expressar-se em solidariedade e entendimento, acima de qualquer paixão.
O exercício da compaixão, essa empatia emocional perante o próximo, abre clareiras em nosso coração, permitindo que sentimentos mais nobres se manifestem.
Na parábola do bom samaritano, proposta por Jesus, quando esse percebe o homem caído à beira do caminho, toma-se de verdadeira compaixão.
Não se trata apenas de piedade, pois que o samaritano age para ajudar verdadeiramente, demonstrando a sua preocupação e o interesse pelo bem-estar da vítima dos ladrões.
Não há notícias na narrativa de que o samaritano tenha, sequer, indagado do seu atendido, qual o seu nome, sua procedência, de onde viera, o que fazia na estrada, se sabia quem o agredira e espoliara de todos os pertences.
Assim age a compaixão. O coração desconhece qualquer outro conceito a não ser o da fraternidade. E isso a nós mesmos fará muito felizes. É a alegria de se fazer o bem, de dar vazão aos nossos melhores sentimentos.

Redação do Momento Espírita, com base em matéria de autoria
de Liane Alves, da Revista Vida Simples