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SEMANA DE ENTENDER O OUTRO

Semana de 03 a 09 de novembro.

“O entendimento fraternal é clarão da alma permeando a vida e sentimento em suas mais ocultas profundezas”. Emmanuel

AMIGOS

“Compreender, tudo é uma questão de entendimento.
Todos devem conhecer a famosa oração de São Francisco de Assis, em que uma das frases diz: “Senhor, fazei que eu procure mais compreender, que ser compreendido”, sem dúvida uma bela mensagem, de respeito e convivência social entre as pessoas. É o que está fazendo falta em nossa sociedade.
Compreender é ouvir o outro com empatia e amor, ouvir com a intenção de entender. Porém, nem sempre estamos prestando atenção no que o outro está falando e tentando transmitir; seus argumentos, suas necessidades, seu clamor, não faz o menor sentido, quando não estamos ouvindo com atenção.
Francisco de Assis recomenda: “… procure mais compreender”, compreender é amar o outro, entender as suas necessidades, o nosso dever e grande desafio hoje é aprender a vivência pacífica na sociedade. Estamos num processo contínuo de evolução, e só atingiremos a evolução no contato com o outro, sozinho não evoluímos.
A energia que constitui o planeta Terra é o resultado do somatório da energia individual de cada um, quanto mais densa, menos evoluídos somos, quanto mais rarefeita, mais evoluídos são os habitantes deste planeta, vivemos em uma grande aldeia global, o que acontece a um afeta a todos, não existe o “eu”, existe o “nós”, existe o que é melhor para todos.
Quando conseguirmos verdadeiramente compreender colocando-nos no lugar do outro, aí também seremos livres para cometer nossos próprios erros.” (compilação do texto de Damião Maximino – (Procure compreender a ser compreendido”)
Que a nossa busca, diária, no entendimento do outro seja o caminho para o entendimento de nós mesmos, na condição de Espíritos em processo constante e permanente de aprendizado e crescimento.

Texto do Evangelho para a semana: Capítulo: – XI – Item – 04 “O Maior Mandamento”

Entender o outro a partir de si mesmo

A velocidade do mundo está tão frenética que o ato da empatia vem sendo cada vez mais banalizado.
É fato que as pessoas nunca entenderão a dor do outro, os níveis de estresse pelos quais o outro está passando, como o organismo do outro reage… Isso nunca será entendido, pois cada ser humano é único no teatro da existência.
Mas a verdade é que, mesmo que minimamente, não sabemos mais nos colocar no lugar do outro, e quando achamos que sabemos, o fazemos de maneira errada. Reflita…
Quando você está passando por algum problema de estresse, está sofrendo por antecipação, ou está ruminando perdas, e chega alguém para você e diz: “Eu já passei por isso e sei o que você está passando…”
Por melhor que seja a intenção, e mesmo que, realmente, tenha passado por fatos semelhantes, essa pessoa nunca saberá pelo que você está passando.
Sabe por quê?
Pelo simples fato de que o jeito que você assimila as coisas é diferente do dela, por mais idênticas que sejam as situações.
Cada pessoa tem a sua história de vida, cada pessoa construiu sua personalidade em cima das dores e vitórias em que viveu, e não há como nos colocarmos totalmente no lugar do outro com esse pensamento rápido e prático de “já passei por isso, sei como ajudar”, ou “tive a mesma experiência e é assim mesmo”. Definitivamente, não dá.
Mas, então, como ajudar? Como ter a verdadeira empatia?
Primeiramente, nunca podemos imaginar a dor que o outro está sentindo, nos baseando em nossas próprias dores.
Fazer críticas construtivas é pior ainda, pois é um gasto de energia tremendo que não ajudará em nada.
A energia não pode ser gasta, ela tem que ser investida, e esse investimento é gerado pela ação! Pela ajuda em si! Pela atitude de ajudar.
Mas como?
Dando um passo para trás, gerindo suas emoções e falando pra você mesmo: “Calma, deixa eu entender os sentimentos dele (ou dela) e buscar a melhor maneira para ajudá-lo (ou ajudá-la)”.
Isso é ter empatia.
Colocar-se no lugar do outro de maneira correta é entender o sentimento do outro através de si mesmo.
E não simplesmente achar que, porque você já passou por isso, você pode chegar falando o que a pessoa deve fazer através de seus achismos.
Num mundo em que as pessoas nem se olham mais para dar um simples “bom dia”, como teremos profundidade para a verdadeira empatia? Se somos superficiais com nós mesmos, como iremos verdadeiramente olhar pelo outro?
A sociedade atual parece estar se robotizando, e isso, cada vez mais, vem gerando pessoas mentalmente desestruturadas e emocionalmente desequilibradas.
É de extrema urgência que o ser humano trate suas emoções, saiba gerenciá-las e assuma o controle de sua vida, olhe para si mesmo e, a partir disso, construa ambientes melhores, emocionalmente saudáveis e consequentemente pacíficos, pois nossa paz e a paz do outro devem valer ouro.
Pense nisso…

Dr. Augusto Cury