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SEMANA DA ALTERIDADE

Semana de 17 a 23 de maio

“Aceitar-se a si mesmo é um pré-requisito para uma aceitação mais fácil e genuína dos outros”
Carl Rogers

AMIGOS

A lei do progresso nos propicia o desenvolvimento cognitivo, hoje compreendemos: que sempre convivemos e vamos continuar convivendo com o que é diferente de nós; que se quisermos viver em uma sociedade que cultiva a Paz, temos que aprender a harmonizar as nossas diferenças.
Individualidades que somos em estágio evolutivo distinto e contínuo, necessitamos do convívio em família, em sociedade, para contribuirmos com a Obra da Criação que nos registrou com a marca da perfectibilidade.
A nossa maior riqueza está na diversidade. Diversidade de opiniões, diversidade de visões, de crenças e de habilidades, são algumas que nos caracterizam. A exemplo de a natureza que se nos apresenta tão diversa e harmônica, as nossas diferenças são mananciais de criatividade e de crescimento exponencial individual e coletivo.
A educadora Ermance Dufaux nos disse certa vez que alteridade é “O estabelecimento de uma relação de paz com os diferentes, é a capacidade de conviver bem com a diferença da qual o outro é portador”.
E o Mestre Jesus já havia nos advertido “se amardes aos que vos amam, que mérito há nisso?” A diferença que percebo no outro também está em mim, quando o outro me vê. Sendo assim, lembremo-nos de outro ensinamento: “amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles.” Assim nos disse Jesus.

Texto do Evangelho para a semana: Cap.: XI – Item: 2

A PRÁTICA DA ALTERIDADE

Quando a diferença é que soma.

Olhe para os dedos de sua mão. Eles são diferentes. Ainda bem. Exatamente por serem diferentes eles são harmoniosos quando vistos em conjunto.
Já imaginou se eles fossem todos iguais? Certamente teríamos dificuldade de fazer o que fazemos de maneira tão natural.
A humanidade pode-se dizer, é semelhante a uma mão. Somos diferentes numa família. Somos diferentes numa região. Somos diferentes numa nação.
A diferença, portanto, é inerente à natureza humana. Que bom que assim seja. Mesmo óbvio este raciocínio, o homem tem demonstrado ao longo de sua história ser incapaz de reconhecer e conviver pacificamente com o diverso, com o plural.
Em função disso, ele tem alimentado as guerras, os movimentos de intolerância de toda sorte, as antipatias gratuitas, os separatismos, o racismo, a exclusão, a intolerância, a discórdia, enfim, o seu próprio desequilíbrio.
O que fazer para reverter este quadro de auto aniquilamento?
Praticar a alteridade. Isto significa considerar, valorizar, identificar, dialogar com o outro. Diz respeito aos relacionamentos tanto entre indivíduos como entre grupos culturais.
Na relação alteritária, o modo de pensar e de agir, as experiências particulares, são preservadas e levadas em conta sem que haja sobreposição, assimilação ou destruição.
Eis o desafio: estabelecer uma relação pacífica e construtiva com os diferentes. Um caminho de superação deste embate estaria baseado em três fases: identificar, entender e aprender com o contrário.
Ao se deparar com o diverso deve-se, inicialmente, retirar da mente qualquer “pré-conceito”, deixar-se livre para receber o conteúdo do outro sem opinião formada. Em seguida, é necessário procurar entender as razões pelas quais o outro concebe as coisas do seu jeito, desenvolver uma certa capacidade empática para, finalmente, conquistar o aprendizado na relação, ampliando sua capacidade de entendimento e, mais ainda, de convivência fraterna.

Texto extraído do site: www.usepiracicaba.com.br
Autor: ABRADE & Autores Diversos